Série de Seminários sobre Desenvolvimento Sustentável com José Eli da Veiga

SÉRIE DE SEMINÁRIOS SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

 
com José Eli da Veiga, Professor Sênior do IEE/USP
 
março e abril de 2017
sala da ANP do IEE/USP
terças-feiras das 15h00 às 17h00
 
Programação
07 março - Introdução
14 março - A mais generosa visão do futuro
21 março - Para entender o desenvolvimento
28 março - Para entender a sustentabilidade
04 abril - Um alvo abrangente para 2030
18 abril - O maior desafio é a descarbonização
25 abril - Conclusão
 
Sinopse
Proliferaram usos ingênuos, distorcidos e até suspeitos da expressão “desenvolvimento sustentável”, desde sua emergência na virada para a década de 1990. Por isso é muito frequente que alguém se veja em maus lençóis ao tentar fazer o inverso: empregá-la com conhecimento de causa e rigor.

Por outro lado, não existem respostas prontas, claras e precisas para todas as dúvidas que esse problema é capaz de suscitar. Com os pés no chão, o máximo que se pode propor é uma abordagem que vacine contra as muitas escamoteações, distorções e ingenuidades que estão em voga, capaz de simultaneamente apontar um terreno firme para avançar nessa busca.

É por isso que para explicar o desenvolvimento sustentável é preciso começar com um sobrevoo que vai das origens históricas da expressão até controvérsias atuais sobre seu significado. O suficiente para sugerir que esse é um dos mais generosos ideais da humanidade.

Mas para que esse ideal seja efetivamente analisado, também é preciso examinar separadamente as duas noções que ele sintetiza: o desenvolvimento e a sustentabilidade. 

O segundo passo é, portanto, mostrar que desenvolvimento é a mais política das questões socioeconômicas, já que abrange desde a proteção dos direitos humanos até o aprofundamento da democracia, passando pelo acesso à educação de qualidade e tudo o que isso implica em termos de inovação.

Só que as coisas começaram a mudar quando a ciência passou a ser mais enfática e persuasiva — e principalmente mais ouvida — sobre as incertezas que estavam se multiplicando no tocante à relação da humanidade com a biosfera da Terra. Impôs-se assim a necessidade de que fosse condicionado a uma boa dose de prudência o progresso inerente ao desenvolvimento. E era isso que exprimia desde suas remotas origens a noção de sustentabilidade, objeto do terceiro seminário.

Como o objetivo é ajudar a entender o desenvolvimento sustentável, esta série poderia, a rigor, ter apenas essas três sessões. Pecaria, porém, por desatualização, já que duas questões bem mais concretas se tornaram imprescindíveis à compreensão do tema. 

De um lado, o processo de legitimação desse ideal até a adoção da Agenda 2030 “Transformando Nosso Mundo”, consagrada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

De outro, a questão do aquecimento global que exigirá intensa descarbonização da economia global nas próximas décadas, pois é principalmente disso que dependerá a sustentabilidade do desenvolvimento. 

Em suma, ao pretender ajudar a entender o desenvolvimento sustentável, esta série começa pela caracterização do processo que fez emergir esse ideal, em seguida aprofunda separadamente a análise das duas ideias centrais que o compõem, depois verifica qual é sua manifestação mais concreta ou prática, e finalmente enfatiza o problema de cuja solução ele mais está dependendo nesta conjuntura histórica. 

A Série de Sete Seminários exige público pequeno, em torno de 20 pessoas. É voltada exclusivamente para alunos da pós-graduação, preferencialmente dos dois programas do IEE/USP – PROCAM e PPGE, sendo que vagas excedentes serão abertas a alunos de outros programas.

Será solicitada inscrição prévia, porém, esta é uma atividade informal, isto é, não conta crédito na pós-graduação, não haverá lista de presença e não haverá certificação.

É recomendada leitura prévia do livro "Para Entender o Desenvolvimento Sustentável", Editora 34, 2015; de autoria do ministrante dos seminários.